Mostrando postagens com marcador Gerais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Gerais. Mostrar todas as postagens

Mais do Mesmo em um processo de Trainee

Posted: 27 de julho de 2010 by Finho in Marcadores: , , ,
1

Dica do Lucas Arabão

Há quase um ano atrás, escrevi sobre o processo de Trainee bastante diferente, que mais tarde descobri ser conduzido pela empresa Natura em parceria com a Across. O que mais me chamou a atenção na ocasião, foi a percepção da Natura de que os processos seletivos haviam se tornado muito similares de modo que os jovens acabaram por perder a identificação com as empresas que estavam oferecendo vagas de Trainee.

Em uma estratégia inteligente, a Natura omitiu o nome da empresa nas primeiras etapas do processo gerando dois fatores positivos.
·Curiosidade
·Interesse pelos valores da empresa (ao invés da possibilidade de conseguir uma carreira relâmpago ou um salário alto).

Eis que mais de um ano depois do processo da Natura, eu me deparo com um hotsite chamado Do que você é feito. Montado com um vídeo bem produzido e com possibilidade de fácil divulgação em redes sociais, o site apresenta EXATAMENTE a mesma ideia do que o processo da Natura.

Eu não consigo entender como uma ideia dessas pode ter surgido. Será que foi a consultoria de RH que sugeriu o mesmo processo que funcionou há um ano atrás ou foi a própria empresa que solicitou que a consultoria implantasse o processo mesmo sabendo que a ideia já havia sido realizada?

Será que não passou pela cabeça dos criadores do processo que ao copiar descaradamente um projeto anterior, a vontade de vender a empresa como inovadora e vanguardista pode ir totalmente por água abaixo?

Fazendo um paralelo com o mundo do marketing, nunca me esqueço de um ensinamento valioso de Al Ries, mestre do posicionamento. Ele diz que quando você não é o líder de mercado, você deve ser excelente no ponto em que a líder peca. Portanto, se a Coca afirma que ela tem tradição, a Pepsi provoca dizendo que tradição é coisa de velho e a sua bebida pertence à nova geração. Se um banco se orgulha de ser multinacional, o HSBC confima sua posição de respeito as peculiaridades locais e assim por diante.

Fica a dica para os postulantes ao cargo de Trainee.

Eu costumo dizer que o processo seletivo é uma pequena amostra de como a empresa trabalha no seu dia-a-dia. Como a Natura nos ensinou, vale a pena refletir sobre os valores de uma companhia antes de prestar qualquer processo seletivo. Independente de qual for a marca por trás do hotsite, ela já conta com o meu desapreço.

Compartilhe o conhecimento com a sua rede

Add To Facebook I'm reading: Mais do Mesmo em um processo de TraineeAdd To Yahoo Stumble This Bookmark e Compartilhe

Será o fim da Lei Cidade Limpa?

Posted: 8 de julho de 2010 by A.P.Lomonaco in Marcadores: ,
0


Segundo reportagem publicada na edição de hoje da Folha, a publicidade em táxis de São Paulo está prestes a voltar depois de ter sido banida há quatro anos atrás das ruas pela Lei Cidade Limpa.

De acordo com o texto, a propaganda virá em luminosos dupla-face, que ficarão em cima dos carros, que veicularão mensagens relativas a eventos turísticos, como Parada Gay, Fórmula 1, Indy, Virada Cultural, feiras, exposições e atrações culturais da cidade.
Os luminosos também trarão campanhas públicas, como a de vacinação.

Outras brechas nessa lei já abriram caminho para outras propagandas de cunho comercial, como a reforma do Copan, edifício projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, que irá ostentar em painéis anúncio da empresa que bancar a sua reforma.

Um projeto do prefeito Gilberto Kassab , que está na Câmara, também prevê publicidade comercial em cerca de mil relógios e 8.800 abrigos em pontos de ônibus.


Compartilhe o conhecimento com a sua rede

Add To Facebook I'm reading: Será o fim da Lei Cidade Limpa?Add To Yahoo Stumble This Bookmark e Compartilhe

Cajón: O instrumento musical redescoberto

Posted: 30 de junho de 2010 by Finho in Marcadores: , ,
0

Nas diversas matérias de tecnologia que leio, existe uma tríade de tendências que é constantemente apontada: Menos funções, menos tamanho e maior duração da bateria. O lançamento do IPad é um exemplo típico que segue esses mandamentos à risca. Independentemente se essas tendências realmente irão se confirmar ou não, acredito que as pessoas estão cada vez mais receosas em comprar algo muito grande e que pode se tornar obsoleto ou sem graça rapidamente.

Pensando nessas questões, descobri recentemente um instrumento musical ainda não tão difundido por aqui, mas que apresenta características bem interessantes. O Cajón é prático, simples e polivalente.

O instrumento tem uma origem que mescla dois locais conhecidos pela sua musicalidade: Perú e África. Parece que na época da colonização do Perú, as batucadas eram uma atividade comum entre os escravos africanos. Entretanto, com o passar do tempo, os instrumentos de percurssão foram confiscados pelos colonizadores espanhóis, pois acreditava-se que eles conseguiam evocar forças sobrenaturais.


Para contornar essa proibição, os escravos desenvolveram um objeto com uma perspicácia invejável. Não é exagero, já que até os dias de hoje, quem vê um Cajón pela primeira vez se impressiona com a intensidade e a diversidade de sons que uma caixa da madeira pode proporcionar. À época da colonização, a invenção matava dois coelhos com uma cajadada só: O Cajón era construido nas próprias caixas de madeira contendo mercadorias que os escravos carregavam de um lado para o outro. Dessa maneira, eles eram capazes de enganar os colonizadores e continuar a portar instrumentos que realizavam sons de percurssão. O Cajón também servia como banquinho para a pesca e outras atividades similares.

Nos dias de hoje, nossa vida é muito mais fácil, mas esse fato não exclui a polivalência do Cajón. Ele acompanha quase qualquer instrumento e se adapta a diversos tipos de ritmo como flamenco, rock, mpb, samba, reggae, samba-rock, funk. As variações de grave/agudo e o som potente da caixa e do bumbo fazem com que ele possa ser utilizado como uma "falsa bateria" ou até mesmo para solos de batucadas à la Stomp. Na parte não musical, o Cajón pode ser usado como um "banquinho" extra que muitas vezes faz falta em situações de pouco espaço.

Tenho ouvido diversos depoimentos de músicos que adotaram o Cajón porque têm problemas para armazenar/transportar uma bateria completa. Além disso, entendo que, diferentemente de uma bateria comum, o Cajón tem uma identidade muito mais marcante e única. Cada um deles, apresenta uma sonoridade sutilmente distinta de outro e dessa forma, a junção de vários Cajóns simultâneos também nos traz um resultado bastante agradável. Outra característica importante é que o instrumento não amedronta os principiantes. Devido a sua simplicidade e semelhança com batucadas em partes do corpo, o Cajón é bastante convidativo para iniciantes que desejam arriscar algumas batidas potencializando a interação social.

Compartilhe o conhecimento com a sua rede

Add To Facebook I'm reading: Cajón: O instrumento musical redescobertoAdd To Yahoo Stumble This Bookmark e Compartilhe

Related Posts with Thumbnails