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Gosta de Axé? Então leia Paulo Coelho

Posted: 18 de maio de 2010 by Avz in Marcadores: , , , , , , ,
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Com o sucesso do Orkut e afins (MySpace, Hi5, Facebook, etc) os empreendimentos na internet se voltaram para as redes sociais, desenvolvendo todo o tipo de site que conecta pessoas e confia a seus usuários a produção de conteúdo. Um tipo específico de rede é o que em inglês chama-se “social cataloging website” (sim, os americanos tem um termo para qualquer coisa) – sites nos quais o usuário coloca aquilo que gosta, recebe sugestões de outras coisas que provavelmente também apreciará, compara seu perfil com o de seus amigos e discute o assunto. O exemplo mais conhecido é o Last.fm, sobre música. Para filmes, outro assunto que conta com grande número de apaixonados, a grande rede é o Flixster. Já para livros, séries de TV, computadores, jogos, tópicos e outros assuntos, nenhum site emplacou, apesar de diversas tentativas (como o Shelfari, por exemplo).
Apesar de ser muito útil e interessante, este tipo de rede enfrenta um problema: é trabalhoso para o usuário procurar e classificar aquilo que gosta. Isto faz com que o número de inscritos seja relativamente pequeno e que estes sejam pouco ativos, diminuindo a eficácia das sugestões, a profundidade das discussões e eliminando o caráter social da rede, já que dificilmente encontramos muitos conhecidos que também se inscreveram e montaram seu perfil.
Uma boa tentativa de acabar com este problema do tipo ovo-galinha é o GetGlue, que traz as seguintes propostas:
  • Tudo em um: o site não é só sobre livros, filmes ou música, ele contempla 7 assuntos diferentes. Assim, espera-se aumentar o público potencial e fazer com que os usuários das diferentes áreas juntos sejam mais ativos e maiores do que sua soma de cada uma separada.
  • Facilidade: toda vez que você entra na Wikipedia, IMDB, Rotten Tomatoes e outros sites afiliados, uma pequena barra pergunta se você gosta do artigo visitado e se gostaria de adicioná-lo ao seu perfil. Além disso, o próprio site sugere outras coisas que você pode gostar, bastando um clique para adicioná-lo.
  • Incentivo à participação: o site lhe confere medalhas ao avaliar certo número de filmes, livros, etc, além de montar rankings por assunto e conferir a um usuário o título de Guru para cada artigo. Deste modo, espera-se que as pessoas se motivem a participar mais.
O site ainda está em fase inicial e tem muita coisa pra melhorar, tanto na parte “social” quanto nas sugestões (que deveriam levar em conta tudo o que você gosta e não só os artigos daquele assunto), mas a iniciativa pode render bons frutos.

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Sim. O IPad é um potencial assassino do Kindle, mas não pelos motivos apontados até agora.

Depois de ler algumas resenhas na internet, pude concluir que o IPad não ideal para ler livros. Sem utilizar a tecnologia e-ink (presente no kindle) os olhos cansam após algumas páginas e o usuário tem o desejo de imprimir o restante do livro. O IPad não é um gadget para leitores assíduos e sim para pessoas que quando dizem que "leem o dia inteiro", na verdade estão querendo dizer "li os três primeiros paragráfos de uma matéria na Folha Online e dei RT".

Mesmo assim, não restam dúvidas de que o IPad é um lindo gadget e muito útil para outras diversas finalidades. É perfeito para ler jornais, e-mails, navegação na web, filmes e jogos e se você tiver que carregar apenas um aparelho para o trabalho, para o café ou para um voo, provavelmente levará o IPad. É exatamente por esse motivo que o futuro dos livros e do hábito da leitura pode ser preocupante.

Durante alguns meses, os leitores de e-books (especialmente o Kindle) foram considerados os mais apropriados para se levar para qualquer lugar. As vendas de e-books estouraram primeiro pelas mãos dos early adopters e depois pelo restante das pessoas que deixaram seus livros em casa e passaram a carregar algo menor, mais leve e que mesmo assim, possibilitava uma leitura tranquila.

São essas mesmas pessoas que agora irão comprar IPads ou alguma outra opção similar. Como provavelmente não irão carregar duas tábuas tecnológicas por aí, a escolha mais óbvia é levar apenas o IPad e deixar o Kindle em casa. O Kindle é um dispositivo melhor para leitura, porém o que a maiora das pessoas menosprezou é o fato do Kindle não estar disputando o mercado de e-books, mas sim, o mercado do entretenimento portátil. E nesse sentido, o Kindle é um patinho esperando pra ser fuzilado. "Esse e-book incomoda os meus olhos, acho que vou navegar na internet".

Ainda existe outra situação grave para os amantes de livro que comprarem um IPad. O aparelho faz tantas coisas diferentes com uma eficiência tão grande que existe uma ansiedade imensa ao utilizar o gadget da Apple. Após ler 3 páginas de um e-book , você já esta curioso para saber se tem e-mails novos ou como anda o seu Twitter.

O maior prazer da leitura é a possibilidade de se desligar das distrações e se perder em um livro. Esse ato se torna extremamente difícil quando o próprio livro vem acoplado com distrações, e dessa maneira, toda a experiência é comprometida.

Com esse cenário estabelecido, ouso fazer uma pequena projeção para o futuro. Em um curto prazo, as vendas de livros físicos irão aumentar e as vendas do Kindle irão cair. As pessoas que comprarem IPads não devem retornar ao Kindle quando seus olhos começarem a doer. Ao invés disso, elas devem retornar aos livros físicos que apesar dos pesares ainda são portateis, baratos e legíveis.

Entretanto, com o decorrer do tempo, surgirá uma grande quantidade de aplicativos e conteúdo de vídeo para voltar a nos distrair em nosso tempo livre e novamente a ideia de carregar um livro físico voltará a parecer antiquada e desnecessária.

Nesse ponto, o IPad realmente exterminará o Kindle. Mas para milhões de leitores casuais, ele também levará consigo algo muito mais valioso: a experiência de ler por prazer.

Livros Clássicos Customizados

Posted: 30 de setembro de 2009 by Finho in Marcadores: , ,
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Fugindo um pouco do campo da publicidade, resolvi comentar sobre essa idéia vinda do Reino Unido. A loja online GettingPersonal está vendendo livros clássicos com um apelo bastante diferenciado.

Através do site, os consumidores recebem uma lista dos nomes originais das histórias e enviam nomes que eles escolhem para substituir os personagens. A trama não sofre nenhuma outra alteração. Em 28 dias, o consumidor recebe o livro em casa com o nome do personagem principal na capa e os outros nomes escolhidos no meio da história.

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