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8 motivos para as empresas não utilizarem redes sociais

Posted: 28 de abril de 2010 by Finho in Marcadores: , , , , , ,
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Post adaptado do Blog Outspoken Media


Ultimamente, só se fala em mídias sociais e como elas podem ajudar o seu negócio. Empresas de todos os setores e tamanhos estão se aventurando na novidade em busca de uma relação mais intensa com os consumidores.

Mas, afinal, será que todas as empresas precisam mesmo falar nas redes sociais? Ou como diria um amigo meu: "Por que raios a Tintas Universo tem um Twitter? Quantas pessoas querem saber o que se passa no dia-a-dia de uma marca específica? algo que seja mais profundo do que promoções pontuais.

A seguir, faço uma pequena lista de quando as empresas NÃO devem construir uma estratégia de redes sociais.

1. Sua empresa não tem habilidades sociais (e não quer fingir que tem).
Mídias sociais são centradas em pessoas. Isso significa que se sua empresa não consegue lidar com pessoas, é melhor se afastar. Porque existe uma coisa pior do que não ter presença em mídias sociais: Ser utilizado como estudo de caso sobre má conduta nas redes. Se conversar com pessoas é uma experiência assustadora, contrate um profissional para cuidar da sua interação social online.


2. Sua empresa não tem senso de humor/não aguenta críticas.
Bem vindo a internet. Se sua empresa não consegue rir de si mesma ou de outros, você não pertence à esse meio. Frequentemente, o sucesso em redes sociais significa ser capaz de abraçar e relevar o que é estranho e imprevisível sobre sua companhia e usar isso a seu favor. É rir junto das pessoas que estão rindo da sua marca e transformar isso em algo bom. Empresas que são muito sérias e demasiadamente preocupadas com a imagem são esmagadas pelos internautas e não devem navegar nessas águas.

3. Sua empresa quer entrar na modinha.
Alguns profissionais são curiosos. Para eles, mídia social significa criar um blog/Twitter/Facebook/LinkedIn e esperar pacificamente por leads, tráfego, RTs e mídia espontânea. Infelizmente, as mídias sociais não vem acompanhadas de varinhas mágicas. Para obter retorno, sua empresa terá que medir a eficiência das ações assim como qualquer outra estratégia de marketing. Se você não tem tempo para criar um plano de marketing voltado para midias sociais ou não quer alocar recursos para essa área, então não desperdice seu tempo criando contas online. Invista em outra opção.

4. Sua empresa tem problemas para se abrir.
Não basta apenas ser autêntico ou transparente. Também é preciso adicionar algo relevante à conversa. As empresas que se dão bem com mídias sociais não são apenas abertas, como também apresentam algum conteúdo diferenciado. Antes de se envolver, descubra como sua companhia irá utilizar essa nova plataforma e como ela se encaixará no perfil da sua empresa. Não contrate alguém para blogar como seu CEO ou use o Twitter para bombardear 5000 tweets por dia. Isso não é ser aberto, mas usar as mídias sociais como ferramenta ao invés de usá-las estratégia.

5. Sua empresa quer apenas vender.
Claro que o objetivo final é vender, mas sua eempresa não terá êxito sem antes cativar e criar um relacionamento com o consumidor. Isso significa ouvir antes de falar. Você precisa ouvir o que estão falando sobre sua empresa, marca e produto. Você precisa ouvir o que as pessoas querem e só então, pensar em uma forma de oferecer isso. O caminho é pensar em uma mensagem direcionada e não gritar a sua mensagem para um bando de estranhos.

6. Sua empresa encara as mídias sociais como um jogo de números.
Você precisa de 5000 seguidores no Twitter, 10000 fãs no Facebook e 20000 amigos no Orkut para rivalizar com as empresas concorrentes. Você não sabe por que você precisa deles ou quem são as pessoas que quer atrair. Você só os quer para mostrar que parece que sabe o que está fazendo. A rede não é composta apenas por números, mas sim pela influência da sua rede; dependendo do caso, 100 seguidores podem ser mais valiosos do que 1000.

7. Sua empresa pensa que o Twitter é uma estratégia de mídias sociais.
O Twitter é uma ferramenta para midias sociais, assim como o Facebook ou um blog. Isso significa que você precisa de uma estratégia sustentando todas as suas ações nessas redes. Você não compra um martelo esperando que venha uma casa junto. As mídias sociais devem ser encaradas de forma similar. Midia social não é o Twitter, mas sim o que você pode conquistar a partir da utilização do Twitter.

8. Sua empresa não tem uma cultura social.
Algumas empresas simplesmente nunca conseguirão criar uma cultura engajada de mídia social. Se a sua empresa precisa passar por milhares de processos burocráticos para cada movimento ou é pouco permissiva com o uso de computador no trabalho, simplesmente desista. Se a sua empresa é conservadora e rígida por natureza, poucos irão ligar para o que você quer transmitir nas comunidades sociais. Os consumidores gostam de marcas que são interessantes, que envolvem. Não adianta mostrar ao mundo alguma coisa que não faz parte da sua essência, pois uma hora ou outra, o discurso vai cairem contradição.

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Quando entro numa rede social sempre penso "O que quero mostrar" e "Quem eu quero que veja". São perguntas fáceis de responder quando se está na escola e todo o seu mundo se resume às pessoas da sua turma. Para aqueles que estão no Linkedin também não há maiores dificuldades, afinal todos que tem acesso às suas informações estão procurando a mesma coisa: contatos profissionais.
 
No entanto, quando a rede se torna multi-social a coisa começa a ficar complicada. Em cada meio se deseja ter uma imagem e para cada imagem deve-se postar alguma coisa ou não (esse processo pode ser natural ou forçado, consciente ou não, mas acontece). Quando o assunto é polêmico - como drogas, sexo, etc - o equilíbrio pode ser impossível, uma vez que por um lado você gostaria de compartilhar sua opinião com determinadas pessoas e com outras nem tocar no assunto. É o caso de mulheres que evitam colocar fotos de biquini no Orkut/Facebook porque em determinados meios é considerado vulgar (e aqui não importa se isso é hipócrita, atrasado e moralista, mas sim se a pessoa está afim de lutar contra o preconceito ou não - e "não" pode ser uma resposta); alguém que evita comentar sobre uma balada porque no dia seguinte foi trabalhar e tem medo de que o chefe não goste de sua atitude; alguém que nem coloca o "Tapa na Pantera" para seus amigos porque não quer ser relacionado a maconha ou não quer que seus pais desconfiem que ele fuma, etc.
 
De repente parece que aquilo virou uma "festa na qual tudo que você comentar com alguém será anunciado no alto-falante" e, então, as pessoas adotam o padrão mais conservador entre todos os grupos dos quais participa, apenas mostrando a cara nos demais. Quando isso acontece, toda a rede torna-se desinteressante, simplesmente porque as pessoas estão atuando e evitando a espontaneidade.

 
Neste ponto cada um encontra uma solução: diminuem o interesse e ficam assim mesmo, abandonam o site, criam 2 ou mais contas (uma para cada grupo), tornam-se usuários passivos que só observam os outros sem colocar conteúdo, escolhem um grupo único para se dedicar e usam a ferramenta para se promover (Chris Anderson, por exemplo, só tuita a respeito do Free, do Longtail, da Wired e de seu blog), etc.

Pode ser que este seja o caminho natural das redes sociais, já que as pessoas parecem querer maximizar o número de contatos que tem. Talvez na visão das redes isso seja algo positivo, na minha, passado o efeito "novidade" a coisa fica chata: muito do que se quer postar pode ofender alguém e muito daquilo que se vê parece falso ou desinteressante (para quem não percebe isso, ao invés de chata a coisa fica perigosa, vide "Pérolas do Orkut"). Comenta-se que o Buzz contará com ferramentas para que se controle quem vê cada conteúdo adicionado por você, o que pode ser um grande paliativo ou até mesmo uma solução para a questão, dependendo de quão efetiva e fácil de usar for esta ferramenta.

PS: lendo http://cli.gs/GGhUr (sim, via twitter) percebi que não é só o que você coloca, mas também quem te segue / é seguido por você que pode ser incômodo revelar.
PS2: o que eu escrevi diz respeito a todas as redes sociais das quais eu já participei, mas em especial Orkut e Facebook. O Twitter talvez tenha um aspecto menos pessoal - talvez

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