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Vulcão ensina a precificar na internet

Posted: 3 de maio de 2010 by Avz in Marcadores: , , , , , , , , , , , ,
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Ao tentar vender no meio digital, produtores sempre encontraram certa resistência dos consumidores em desembolsar por aquilo que provavelmente pagariam numa loja ou na rua. Versões com menos funcionalidades, data para expirarem ou com propagandas são tentativas de eficácia duvidosa para alavancar a venda de jogos, programas, assinaturas de site, etc. A situação aparentemente melhorou com os aplicativos de telefone celular, mercado no qual os produtores perceberam que podiam cobrar pouco e ganhar na quantidade.

Sob esse cenário o mercado de livros e publicações chega ao meio digital, tanto pelos celulares quanto pelos e-readers (Kindle, Ipad, etc). E, apesar de ainda contar com pouquíssimos usuários, uma certeza inesperada vem à tona: preços radicalmente diferentes serão cobrados por conteúdos idênticos. Um exemplo interessante é o da Lonely Planet, editora de guias de viagem.

Como mostra a reportagem da TechCrunch (http://tcrn.ch/ckr7zz), o guia de cada cidade era vendido a US$ 16,00 através de aplicativos de Iphone, o que fazia sentido, uma vez que o conteúdo é o mesmo daquele vendido nas livrarias e ainda há mobilidade e uma eventual facilidade de conexão com mapas. Mesmo competindo com empresas de baixo preço, a empresa acreditava que seu conteúdo era diferenciado e, de fato, os guias vendiam relativamente bem e os diretores estavam contentes com o desempenho digital de seus produtos.

Quando o vulcão islandês entrou em erupção, a empresa decidiu dar de graça os guias de algumas cidades, de forma a ajudar turistas que se viram obrigados a ficar longe de casa. Ao analisar o resultado de sua ação, a Lonely Planet percebeu que sua receita cresceu no período em questão, porque muitos turistas que baixaram os aplicativos grátis também compraram outros, pelos quais se cobrava. A decisão, então, foi baixar o preço de seus guias online: pelas cidades européias passou a ser cobrado US$ 6,00 e o preço do aplicativo para Ipad foi de US$ 20,00 para US$ 8,00.

Se compararmos o preço online atual com o dos guias físicos (algo entre US$ 15,00 e US$ 20,00 na Amazon), percebemos que o vulcão ensinou algo inesperado para a Lonely Planet e sinalizou um possível caminho para todo o mercado.

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Estratégias de Preço | Clube Amostra Grátis e Sample Central

Posted: 22 de abril de 2010 by Finho in Marcadores: , , , ,
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São Paulo está prestes a receber as duas primeiras lojas de Tryversting no país, o Clube Amostra Grátis e a Sample Central. Nessas lojas, o consumidor poderá testar produtos que ainda não foram lançados oficialmente no mercado. Muitas pessoas questionam como uma loja pode lucrar oferecendo produtos de forma gratuita e é isso que eu tentarei explicar.

Primeiramente, gostaria de pontuar uma pequena diferença técnica entre dois tipos de troca gratuita. O primeiro modelo abrange apenas dois players que realizam uma troca direta para benefício mútuo. Isso ocorre por exemplo, quando um canal esportivo negocia com uma empresa de material esportivo. O canal pode oferecer espaço publicitário e a empresa pode oferecer bolas, chuteiras e afins para fins promocionais. É uma permuta simples, sem que nenhuma das duas precise gastar dinheiro.

O segundo modelo é um pouco mais complexo. Ele engloba mais do que duas partes e a troca não é direta. É o caso de anunciantes, canais de tv aberta e telespectador. O anunciante negocia com os canais de tv aberta para expor os seus produtos.Contando com esse dinheiro, os canais podem produzir seu conteúdo e oferecer gratuitamente para um terceiro, o telespectador.

A estratégia de precificação das lojas de Tryvesrting pode ser vista como uma mescla de permuta simples com subsídio cruzado. São três players em questão: a loja, as empresas e o consumidor negociando trocas entre si.

A troca mais óbvia e direta se dá entre a loja e o consumidor, que paga uma taxa de inscrição para poder usufruir dos benefícios oferecidos pela loja. Outra negociação direta é estabelecida entre a loja e as empresas, que pagam para posicionarem seus produtos nas prateleiras da loja, assim como ocorre no varejo tradicional.

Por fim, o acordo mais interessante envolve as três partes em uma troca não direta. Ao oferecer gratuitamente produtos que ainda não foram lançados no mercado, a loja solicitará feedbacks dos consumidores. Essas pesquisas serão vendidas posteriormente para as empresas que contam com produtos na loja.

Em resumo:
Consumidor
Paga: Taxa de inscrição, resposta de pesquisas.
Recebe: Produtos inéditos

Empresas
Paga: Espaço na gôndola e pesquisas de mercado.
Recebe: Insights dos consumidores sobre seus produtos por um preço acessível e talvez uma pré-disposição à compra.

Loja
Paga: Custos relativos à construção e manutenção da loja.
Recebe: Dinheiro pelo espaço na gôndola e venda das pesquisas (empresas) taxa de inscrição (consumidores)

É um modelo interessantíssimo e atual de negociação entre diversos players, cada um com sua motivação e interesse.

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