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Google TV e o domínio do mundo

Posted: 20 de maio de 2010 by Finho in Marcadores: , , , ,
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O título desse post é uma brincadeira que costumamos fazer dada a dimensão, a extensa linha de produtos e principalmente, a ambição do Google. Sendo fã da marca, considero cada produto criado pela empresa como uma pequena revolução, até mesmo os que ainda não decolaram como o Google Wave e o Google Buzz.

Entretanto, acredito que agora estamos lidando com algo que é consideravelmente maior do que um novo produto; algo que irá transformar radicalmente toda a indústria televisiva afetando diretamente anunciantes, canais de televisão e agências.

Se o diálogo entre dois meios distintos geralmente ocorre de forma suave (mobile+internet, rádio+internet, jornal+internet), o casamento entre a TV e a internet sempre foi marcado por desavenças e dificuldades para encontrar uma solução agradável para ambas as partes. No início, alguns aparelhos de televisão começaram a vir com internet, mas a ideia nunca foi muito bem sucedida. Atualmente, alguns aparelhos de DVD e Blu-Ray contam com parcerias com o Youtube, mas a base de usuários ainda não é grande.

As últimas tentativas mais relevantes nesse sentido foram o lançamento do Joost (dos mesmos criadores do Kazaa e do Skype) e o Hulu, que apesar de apresentar um conteúdo bastante interessante, é restrito aos usuários norte-americanos.

O Google TV nasce para preencher essa lacuna e já conta com poderosos aliados. A gigante da internet conseguiu firmar parceria com três grandes redes de televisão norte-americanas. A ideia é tentar aproximar a TV e a internet, construindo uma nova plataforma.

Dessa maneira, a partir da indicação do usuário, O Google TV apresentará diversas formas distintas das quais o telespectador dispõe para assistir a um determinado programa sejam elas offline ou online.

O produto também poderá unir funcionalidades distintas da TV e da internet, como a possibilidade de ver o seu programa favorito enquanto acessa uma rede social.

Apenas uma empresa como o Google seria capaz de realizar a convergência entre essas duas mídias gigantescas, aproveitando a oferta de conteúdo da internet com o conforto que televisão oferece para o telespectador.

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Site traz os melhores videos da Web, eleitos via Twitter

Posted: 6 de maio de 2010 by Finho in Marcadores: , , , , ,
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A reprodução de vídeos na internet é um grande negócio. Nos últimos anos, tivemos um crescimento extraordinário tanto na quantidade de vídeos produzidos diariamente, quanto no tamanho da audiência.

Costumo dizer que a internet é movida a um sistema de filtros. As pessoas que dizem que "na internet só tem bobagem" geralmente dispoêm de pouca habilidade para filtrar o que de fato é relevante e o que não é.

O grande exemplo de streaming na internet, sem dúvida é o Youtube, mas aos poucos, o Hulu vem conquistando o seu espaço. A ideia de apresentar apenas vídeos oficiais de séries foi rapidamente abraçada pelos internautas. É uma pena que o serviço seja restrito à usuários americanos.

Já que o Youtube conta com praticamente qualquer tipo de vídeo e o Hulu conta apenas com vídeos oficiais de série, existe uma lacuna para algum tipo de site que reúna os melhores vídeos do Youtube (tanto os caseiros, como os oficiais). Essa foi a premissa para a criação do Zoofs.

O Zoofs não é um site completamente inovador, mas os seus criadores tiveram uma ideia muito inteligente: Juntar o imenso volume de vídeos uploadados do Youtube com um método de recomendação e avaliação do Twitter. Assim, a página agrega os vídeos mais comentados, recomendados e retuítados do Twitter criando um filtro natural na webesfera.

É como se fosse aquele seu amigo mala que envia videos para o seu e-mail profissional, mas nesse caso, o seu amigo mala é uma entidade composta por diversos internautas, o que gera um filtro muito mais poderoso e eficiente.

O site ainda permite a disposição dos vídeos por categoria, que o usuário visualize o que as pessoas estão falando sobre o vídeo, o número de RTs e os comentários no Twitter.

Com a tecnologia disponível para todos, nem sempre uma boa ideia precisa ser altamente criativa. A partir da combinação de duas excelentes plataformas já existentes, o Zoofs aparece como um empreendimento novo de imenso potencial.

Breve análise - As empresas mais inovadoras de 2010

Posted: 21 de fevereiro de 2010 by Finho in Marcadores: , , , , , , , , , , ,
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Obrigado ao Avz pela colaboração na construção desse Post.

O site FastCompany publicou recentemente uma lista das 50 empresas mais inovadoras de 2010. Achei curiosa a presença de diversos empreendimentos que eu desconheço. Com alguma pequena propriedade, resolvi fazer um exercício de futurologia e escrever sobre o futuro dos negócios relacionados à internet mais conhecidos presentes na lista.


Facebook - 1 Posição
A rede social de Zuckenberg que recentemente virou queridinha no Brasil alcançou a posição de líder no ranking. Após algumas tentativas de compra e a relutância do seu dono para vender o negócio, o valor de mercado do Facebook parece estar caindo vertiginosamente. Redes sociais e publicidade online ainda se conversam de forma tímida e a saída pode estar na criação de aplicativos diferenciados. O fato é que a ideia de publicar anúncios dirigidos não foi bem recebida pelos usuários da rede e o modelo publicitário em comunidades sociais precisa ser estudado com cautela e revisto.


Amazon - 2 Posição
Um belíssimo modelo de negócios que elevou o varejo online a um patamar de destaque. A Amazon nos ensinou que o custo de estoque de um produto digital é quase zero e que existe demanda latente por praticamente qualquer produto. A navegabilidade do site também é tão boa que virou referência para todos os sites de e-commerce. Agora a gigante precisa provar que pode enfrentar a Apple de peito aberto na guerra pelo controle dos livros virtuais. O modelo da Amazon de precificação fixa por 9,99 dólares por livro não agradou às editoras que passaram a flertar com a Apple.


Apple - 3 Posição
Depois de devorar o mercado com IPods e IPhones, a marca mais adorada do mundo nos apresentou sua nova aposta, o IPad. As opiniões foram bastante polêmicas. Enquanto alguns acharam a invenção mais interessante da década, outros o consideraram um Netbook ou um IPhone com elefantíase. Nessa, eu não desço do muro por nada. Por um lado, concordo que o IPad carece de gadgets, sistema aberto e reais inovações. Por outro lado, A Apple tem uma legião de fãs que podem sustentar o sucesso de um novo produto. Acredito que o caminho para o IPad é concentrar-se na venda de livros virtuais. O acordo com o NY Times e a possibilidade de as editoras estabelecerem o seu preço de venda para livros virtuais aparecem como grandes trunfos do IPad.


Google - 4 Posição
O império do gratís aparece com força em 2010. Depois de revolucionar o mercado com os links patrocinados e as adwords, a empresa promete correr atrás de mais inovações na área de publicidade online. O algoritmo mágico do Google parece agradar anunciantes e agências. Os produtos oferecidos pelo Google são bastante difundidos. Resta saber se a empresa não sofrerá do "efeito Mcdonalds", ou seja, incapacidade de apresentar resultados financeiros crescentes devido ao seu imenso tamanho.


Hulu - 11 Posição
Pouco conhecido aqui no Brasil, o Hulu é um site de streaming de vídeos que apresenta principalmente séries de TV. Despertou-me curiosidade, o fato do Hulu aparecer nessa lista, pois até onde eu sei, o Hulu é muito similar ao Youtube. O sucesso dos negócios de streaming de conteúdo (seja vídeos, músicas ou outra forma) dependem de acordos comerciais com as reponsáveis pelo conteúdo. Novamente, fico dividido. Entendo que é muito positivo encontrarmos na internet um local para download de vídeos oficiais pagos ou gratuitos.

Existe espaço para os dois: enquanto o Youtube se encarregaria de broadcastar filmes caseiros, o Hulu poderia assumir o papel de reproduzir apenas conteúdo de produtoras gravadoras. O problema é que as gravadoras não são parceiras duradouras. De uma hora para outra, elas podem entender que não é viável disponibilizar seu conteúdo na internet e cancelar o acordo, prejudicando o site. Isso está ocorrendo atualmente com a Warner abrindo fogo contra os melhores empreendimentos músicais da internet.


Netflix - 12 Posição
Essa foi a empresa que arrasou as lojas físicas de aluguel de filmes. O que a Amazon fez pelo varejo, a Netflix fez pelos filmes. Ouve-se por aí que ninguém está disposto a pagar por conteúdo que se encontra gratuitamente na internet. Isso é uma meia verdade, pois a conta não considera o tempo despendido na busca por um arquivo de alta qualidade e a possibilidade de baixar um arquivo defeituoso ou até com vírus. A ITunes Store e o Netflix servem para mostrar que, SIM, nós estamos dispostos a pagar por conteúdo se eles forem facilmente disponibilizados a um preço justo. A questão que reside é: Qual é o preço justo?
Eu sinceramente não sei qual caminho a Netflix seguirá, pois o delivery de flmes já alcancou um nível muito alto. Estou torcendo para que ela aposte em interações ON-OFF, promovendo exibições em salas reais, mas é mais uma vontade minha do que um conselho de negócios.


Twitter - 50 Posição
A criação de Biz Stone virou o xodó dos brasileiros. Nós amamos o Twitter; ficamos diversas horas do nosso dia e o crescimento no número de usuários é impressionante. Mas agora que nós sabemos que podemos escrever o que desejamos, em qualquer lugar, a qualquer hora, desde que tenha até 140 caracteres, o que nos sobra?

De um modo geral, o conteúdo é relevante pra alguém? Pelo menos para duas empresas, sim. A Google e a Microsoft pagaram 45 Milhões de reais para indexar o Twitter em suas buscas, permitindo que o usuário consiga compreender o mundo, em tempo real. Solução interessante para os 3 players em questão, mas eu entendo que a magia do Twitter para por aí. Interessante para usuários, mas nem tanto para investidores. Aguardemos para ver se Biz Stone tem fôlego para segurar o seu negócio.

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